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TECNOLOGIA

Radiofrequência é usada para tratar câncer de fígado

Publicado: Sexta, 04 Setembro 2020 13:05 , Última Atualização: Quinta, 10 Setembro 2020 19:47

SOFIA, tecnologia inovadora, 100% nacional, promete destruir tumores de até cinco centímetros de diâmetro.

SOFIA, aparelho de ablação hepática para tratar o câncer de fígado (Foto: Divulgação)Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal (CAPES), Paulo Roberto dos Santos, doutorando em Sistemas Mecatrônicos pela  Universidade de Brasília (UnB) participa do desenvolvimento de um equipamento médico para tratar o câncer de fígado. Chamado de SOFIA - sigla em inglês para Sistema de Ablação Empática por Radiofrequência – o dispositivo destrói o tecido cancerígeno por meio de ondas de rádio. O projeto é coordenado por Adson Rochapor, professor de Engenharia Elétrica da UnB, e promete ser uma alternativa de tratamento eficaz e menos invasiva.

O protótipo, de fácil manejo e com monitoramento de dados, funciona a partir de um sistema de agulhas que, inseridas na pele, são guiadas por ultrassom ou tomografia computadorizada até o tumor. Ali, a ponta da agulha se abre e as células cancerígenas são queimadas. “Essa técnica é conhecida como ablação hepática por radiofrequência e se apresenta como opção viável, por exemplo, para pacientes idosos que não podem ser expostos a uma cirurgia com grande abertura de tórax”, afirma Paulo Roberto.

Adson Rochapor, professor de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB) e Paulo Roberto, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Sistemas Mecatrônicos da Universidade de Brasília - Unb (Foto: Divulgação)

O projeto apresenta resultados satisfatórios e diversas vantagens. O procedimento é rápido, a incisão, mínima, o tempo de internação, curto, e a recuperação, breve. "O aparelho é inovador. Um dos diferenciais frente ao equipamento utilizado atualmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é o tamanho da área de queima, podendo ser aplicada em tumores de até cinco centímetros de diâmetro, enquanto o padrão atinge, no máximo, três”, explica o coordenador.

Um dos objetivos do projeto foi superar limitações relacionadas ao custo do tratamento. Segundo Paulo Roberto, hoje, no Brasil, todo equipamento usado é importado. SOFIA vem como uma solução tecnológica de ponta, 100% nacional, 20 vezes mais barata, segura e eficaz para tratar a população brasileira. A versão atual do dispositivo está pronta para a realização de testes clínicos. O próximo passo é o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

(Brasília – Redação CCS/CAPES)
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