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Doenças Neurodegenerativas

CAPES apoia laboratório que é referência em pesquisas do cérebro

Publicado: Quinta, 10 Setembro 2020 15:03 , Última Atualização: Sexta, 11 Setembro 2020 14:16

Fundado com recursos fornecidos pela CAPES, Laboratório de Neuroimagem é referência no Brasil e no exterior

Laboratório especializado em estudos de doenças neurodegenerativas tem uma importante ação internacional (Foto: Divulgação)

O laboratório de neuroimagem Zimmer Neuroimaging Lab foi criado em 2018, por Eduardo Zimmer, ex-bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Hoje, conta com uma equipe multidisciplinar – 16 alunos de pós-graduação e nove de iniciação científica – que estuda doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer (DA), a principal causa de demência no mundo. Segundo o pesquisador, acredita-se que existam 35 milhões de portadores da DA no mundo e quase dois milhões desses pacientes estão no Brasil.

Zimmer foi bolsista da CAPES em diversas fases de sua vida acadêmica. Em 2016, com recursos recebidos do Prêmio CAPES de Tese em Ciências Biológicas II, financiou um projeto que deu origem ao seu laboratório, cujo “principal objetivo dos estudos é identificar pessoas em risco de desenvolver a DA antes dos primeiros sintomas e entender como ela funciona”.

Pesquisador ministra palestras em eventos nacionais e internacionais (Foto: Arquivo Pessoal)

O coordenador contou que, atualmente, a CAPES financia projetos em andamento das suas linhas de pesquisas primárias e secundárias. Para ele, esse apoio é vital para o desenvolvimento científico e tecnológico do laboratório, assim como as bolsas de estudo, já que o grupo conta com 10 beneficiários da Coordenação, sendo dois em pós-doutorado, cinco doutorandos e três mestrandos. “Eles são o coração do laboratório e o treinamento científico de excelência garante uma nova geração de pesquisadores altamente qualificados na área”, destacou.

 

O Zimmer Lab se especializou em combinar exames de imagem e estudos bioquímicos computacionais, atualmente conduzidos no Departamento de Bioquímica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Sua equipe usa tomografia por emissão de pósitrons, conhecido como PET scan. Nela podem ser identificadas proteínas patológicas – características no cérebro do paciente com DA – que ajudam a guiar o desenvolvimento de novos exames de sangue para uma potencial identificação precoce da doença.

O laboratório pode ser dividido em três grandes equipes: Pesquisa Clínica, com alunos que estudam pacientes com DA e exames de imagem e outros biomarcadores de fluídos, Pesquisa Básica, onde os estudantes testam hipóteses científicas utilizando modelo animal da DA em estudos bioquímicos e comportamentais, e Pesquisa Computacional, onde são processadas e analisadas as imagens cerebrais, bem como desenvolvidas técnicas de inteligência artificial e biologia de sistema.

Eduardo Zimmer recebeu o Prêmio CAPES de Tese, em 2016 (Foto: Arquivo Pessoal)

Atuação internacional
Os alunos do Zimmer Lab têm conseguido uma grande inserção internacional. Em 2018, o grupo apresentou três trabalhos na Conferência Internacional da Alzheimer’s Association (AAIC), em Chicago (EUA), onde dois receberam prêmios-viagem (Travel Award). No ano seguinte, na AAIC em Los Angeles, naquele mesmo país, foram seis trabalhos e cinco prêmios. Em 2020, o encontro foi virtual, devido à pandemia de COVID-19, e o laboratório apresentou 12 trabalhos. O aluno, Wagner Brum, bolsista da CAPES, foi um dos 20 selecionados em todo o mundo para participar da organização do evento.

Para além da AAIC, seus alunos usaram os Travel Awards para apresentar seus trabalhos em países como os Estados Unidos, China e Coreia do Sul. Como líder de grupo, Eduardo Zimmer tornou-se palestrante nos últimos anos. Dessa experiência ele destaca como  mais importante a que deu em 2019, no evento financiado pela Alzheimer’s Research UK, em Londres, na Inglaterra.

Apesar de recente, o laboratório já possui um destacado grupo de  colaboradores internacionais em diversas instituições como a Universidade Yale, nos Estados Unidos, Universidade de Cambridge e o King’s College of London, no Reino Unido, as Universidades de Gotenburgo e Karolinska, na Suécia, a de Lausanne, na Suíca, e a de Bordeaux, na França. “A inserção internacional do grupo tem sido um dos pontos fortes do laboratório”, destaca, orgulhoso, o pesquisador.

(Brasília – Redação CCS/CAPES)
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