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Bomba atômica iniciou nova era geológica, diz coordenador de projeto da CAPES

Publicado: Quarta, 20 Dezembro 2017 18:23 , Última Atualização: Quarta, 20 Dezembro 2017 18:23

Explosões nucleares inauguram um estágio geológico da Terra, o Antropoceno, sugere o geólogo Gerson Fauth. Professor da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Fauth apresentou as diversas fases da Terra em uma palestra no TEDx, publicada em 6 de dezembro.

Se a idade do planeta fosse resumida em um dia, explica o pesquisador, apenas formas de vida unicelular existiam até o relógio marcar 21h. Isso foi há 600 milhões de anos. Os mais antigos fósseis de seres vivos já encontrados datam de 540 milhões de anos atrás, tendo surgido às 21h10. O ser humano surgiu há apenas 300 mil anos. Na comparação, apareceu nos últimos 6 segundos da história da Terra.

Apesar de ser um novato, o ser humano já deixou sua marca. O resultado da ação humana é tão intenso que alguns pesquisadores sugerem que o ser humano iniciou uma nova era geológica, chamada de Antropoceno (antropo = humano). Essa fase teria se iniciado com as explosões atômicas realizadas a partir da Segunda Guerra Mundial.

Tantas detonações deixaram marcas radioativas nas rochas, possibilitando identificar o período em que foram realizados os testes – da mesma forma como os fósseis informam sobre o período em que essas formas de vida habitavam o planeta.

Pesquisa oceânica
O professor Fauth tem experiência em análise de rochas antigas. Ele coordena o projeto Do Greenhouse ao Icehouse, apoiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Desde 2015, a equipe de cientistas estuda amostras extraídas do fundo do mar pelo Programa Internacional de Descobertas Oceânicas (IODP).

Assista à palestra do prof. Gerson Fauth no TEDx.

Sobre o IODP
O International Ocean Discovery Program (IODP) é um programa internacional de pesquisas marinhas que investiga a história e a estrutura da Terra a partir do estudo de sedimentos e rochas retiradas do fundo do mar pelo navio JOIDES Resolution.

Desde 2013, o Brasil, por meio de financiamento da CAPES, envia pesquisadores para o JOIDES Resolution e colabora com o IODP na análise do material extraído.

Conheça a página do Programa CAPES/IODP.

(Brasília – CCS CAPES)

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