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Projetos aumentam interação entre alunos de EaD, mestres e universidades

Publicado: Segunda, 24 Dezembro 2018 11:41 , Última Atualização: Segunda, 24 Dezembro 2018 11:48

A CAPES realizou este mês o 1º Workshop de Inovação da Diretoria de Educação a Distância. Dezenove projetos foram apresentados com foco em aprimorar a educação a distância.

Um deles, da Universidade de Pernambuco (UPE), pretende aumentar a interação durante as aulas a distância. O Sala Viva oferece a professores e estudantes a possibilidade de se comunicar online, em tempo real, durante as aulas presenciais assistidas virtualmente.

Walmir Soares, pesquisador da UPE, afirma que a ferramenta é uma opção a mais para os alunos. “Alunos de cursos presenciais podem facilmente migrar para cursos a distância porque o ambiente virtual permite isso, mas
alunos na modalidade a distância não tem essa facilidade, porque as aulas presenciais não se virtualizam. O aluno teria que ir da sua cidade para outra para conseguir participar da aula. O projeto Sala Viva é a virtualização da sala de aula presencial para que alunos da modalidade a distância tenham chance de fazer uma disciplina que está sendo oferecida num curso presencial”.

Outra iniciativa que aumenta a interação da comunidade acadêmica é a academia mobile, da Universidade Federal de Viçosa. Os pesquisadores adaptaram plataformas da universidade, que só rodavam em computadores, para serem acessadas no celular.

Mauro Nacif, coordenador do projeto, diz que a ideia foi facilitar o acesso dos estudantes as informações de notas e eventos na universidade. “Criamos aplicativos que permitem aos alunos ter acesso aos eventos, um sistema de comunicação para integrar mais os alunos dentro da universidade e permitir uma melhor comunicação dentro das disciplinas, com os professores e os vários ambientes lá dentro”.

Na Universidade Federal Rural do Recôncavo da Bahia (UFRB), o trabalho desenvolvido foi um aplicativo que permite a criação de experimentos e medição de dados. “Nós utilizamos os sensores dos smartphones, como acelerômetro, giroscópio e medidor de campo magnético. Com isso, realizamos as medidas e executamos os experimentos pelo próprio celular. Dessa forma, o laboratório de física pode ser disseminado facilmente pelos cursos a distância no país” conta Leandro Sofré, professor da UFRB.

Todos os projetos apresentados no workshop possuem software aberto, são voltados para educação a distância e financiados pela CAPES por meio de edital.

(Brasília – Redação CCS/CAPES)

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